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segunda-feira, 14 de março de 2016

O ESCORPIÃO PRETO

Tityus bahiensis, também conhecido como escorpião-preto, é um escorpião do Leste e Centro do Brasil. Mede 6 cm de comprimento, tem coloração muito escura e patas castanhas. A espécie é responsável, no Brasil, pelo maior número de casos de acidentes escorpiônicos em áreas rurais.
Esse escorpião também é conhecido como escorpião-marrom. Em seus pedipalpos, encontra-se uma mancha preta em meio à cor alaranjada de seus membros, no último segmento do pedipalpo, antes da quela. Essa característica, juntamente com sua cor alaranjada e ausência de serras na cauda, são as principais formas de sua identificação.
Tityus bahiensis, assim como a maioria dos escorpiões do genêro Tityus, varia entre 5 a 7 centímetros. Ao contrário da maioria das aranhas, nessa espécie de escorpião os indivíduos machos são geralmente maiores.
Tityus bahiensis costuma se alimentar de baratas, grilos, tenébrios, aranhas, e até larvas de insetos.
Em geral não são tão agressivos, mas uma agressividade notável existe em femêas grávidas e principalmente quando carregam os filhotes nas costas. Quando perturbada, ela movimenta sua cauda sobre seu corpo, balançando-a, num gesto de alerta para predadores. Quando machos são perturbados eles, de início, fogem, mas se a perturbação persistir, ele não hesita em picar.
O Seu veneno é neurotóxico, ou seja, age sobre o sistema nervoso. O tratamento da picada é sintomático e pode ser feito utilizando-se soro antiescorpiônico. Seu veneno é menos potente do que o do Escorpião amarelo (Tityus serrulatus).
Eles possuem hábitos noturnos, saindo para caçar presas ou acasalar à noite. De dia se escondem sob madeiras e pedras, ao abrigo da luz, da qual não gostam. Essa espécie de escorpião prefere ambientes úmidos, como a Mata Atlântica e em matas ciliares da região do cerrado.

Em fêmeas e machos o tempo é igual, variando de 3 a quatro anos.
Tityus bahiensis
Fonte: https://pt.wikipedia.org

ESCORPIÕES

Há registros científicos que comprovam a existência de escorpiões há 400 milhões de anos. Atualmente, já estão catalogadas cerca de 1600 espécies e subespécies, distribuídas em 116 gêneros diferentes em todo o mundo. No Brasil, os escorpiões de importância médica e também para controle de pragas pertencem ao gênero Tityus, das espécies Tityus serrulatus (ESCORPIÃO-AMARELO) e Tityus bahiensis (ESCORPIÃO-PRETO OU MARROM), pois são as que mais atacam o homem.
O nome escorpião é derivado do latim scorpio/scorpionis. Lacrau vem do árabe al-'aqrab.
Segundo pesquisas, foram eles os primeiros artrópodes a conquistar o ambiente terrestre. Nesta adaptação, lhes foi muito útil a carapaça de quitina que compõe o seu exoesqueleto e que evita a evaporação excessiva.
São animais carnívoros e têm geralmente hábitos de sair de noite, quando caçam e se reproduzem. Detectam suas presas por vibrações no ar, no solo e sinais químicos, todos detectados por sensíveis pelos distribuídos principalmente nas suas pinças e patas. Sua alimentação é baseada principalmente em insetos e aranhas, mas podem se alimentar de outros escorpiões (o canibalismo é uma prática comum entre todos os aracnídeos), lagartos e até pequenos roedores e pássaros. Os escorpiões conseguem comer quantidades imensas de alimento, mas conseguem sobreviver com 10% da comida de que necessitam, podendo passar até um ano sem comer e consumindo pouquíssima água, quase nada durante sua vida inteira.
Usam seu veneno normalmente para imobilizar a presa, mas também serve para pré digerir os órgãos internos e vísceras do animal. Em seguida, usam suas quelíceras (pequeno par de "presas" na parte frontal do cefalotórax) para dilacerar sua comida enquanto os sucos digestivos do intestino são regurgitados para fazer uma digestão externa, que então é sugada sob a forma líquida. Qualquer matéria sólida indigestível (pelo, exoesqueleto, etc) é preso por cerdas na cavidade pré-oral, o que é ejetado pelo escorpião. Ou seja, assim como as aranhas, eles não conseguem ingerir material sólido.
Os predadores naturais do escorpião são aves, alguns répteis (cobras e alguns lagartos), algumas aranhas, formigas, entre outros. Na natureza, o tamanho é essencial para determinar quem é presa ou predador.
O escorpião-amarelo é o mais venenoso, encontrado na região Sudeste, e de maior incidência no Paraná, Bahia e sul de Goiás. Já o escorpião-preto, é encontrado da Bahia ao norte da Argentina, Mato Grosso do Sul e Paraguai.
Os escorpiões são animais invertebrados terrestres, carnívoros e de hábitos noturnos. Procuram locais quentes, úmidos e escuros para se abrigarem, por isso, em regiões urbanas, são encontrados facilmente atrás de vasos sanitários, junto a roupas, atrás de batentes de portas, tacos soltos, dentro de sapatos, sob pedras e entulhos. Sua alimentação é baseada em insetos invertebrados como cupins, grilos, baratas, moscas e aranhas. Seu tamanho pode variar de 12 mm a 21 cm de comprimento, de acordo com a espécie. Apresentam um cefalotórax relativamente curto e o abdome junta-se com o pós-abdome. Na extremidade do pós-abdome está o aguilhão venenoso. Seus pedipalpos são longos e modificados, apresentando uma pinça na extremidade, semelhante às pinças dos caranguejos. São estruturas de defesa e captura de alimento. O escorpião-amarelo possui uma serrilha no 4º segmento da "cauda", e no último segmento anterior à glândula de veneno uma mancha castanho-escura. Já o escorpião-preto possui o corpo de cor castanho-escuro e apêndices mais claros com manchas na mesma cor do corpo.
Os escorpiões chegam à maturidade entre 1 a 3 anos, com período de vida de 2 a 6 anos (sendo 8 anos o maior tempo já registrado). A reprodução dos escorpiões-amarelos é por partenogênese, basta que a fêmea encontre calor e alimento. Assim, só existem fêmeas dessa espécie e sua multiplicação ocorre muito mais facilmente. Já nos escorpiões-pretos, a fecundação é cruzada. O número de filhotes varia de 15 a 25, de acordo com a espécie e, após o parto, os filhotes alojam-se no dorso da mãe por cerca de 1 semana, até sofrerem a primeira ecdise e partirem para a vida independente.
As picadas são responsáveis pelos acidentes mais graves, e a do escorpião-amarelo é a mais perigosa. São picadas muito doloridas e podem provocar diversos sintomas, até letais em alguns casos, principalmente em crianças menores de 7 anos.
Fonte: http://www.biodesin.com.br/
https://pt.wikipedia.org

O ESCORPIÃO AMARELO

Tityus serrulatus, conhecido popularmente como escorpião-amarelo, é um escorpião típico do Sudeste e Centro oeste do Brasil; é a principal espécie que causa acidentes graves, com registro de óbitos, principalmente em crianças.
Possui as pernas e a cauda amarelo-claro e o tronco escuro. A denominação da especie é devida à presença de uma serrilha nos 3° e 4° anéis da cauda. Mede até 7 cm de comprimento. Sua reprodução é partenogenética, na qual cada mãe tem aproximadamente dois partos com, em média, 20 filhotes cada, por ano, chegando a 160 filhotes durante a vida. Devido aos hábitos domiciliares e à periculosidade da picada é responsável pela maioria dos acidentes escorpiônicos verificados no Brasil em região urbana, devido ainda à grande expansão de distribuição nos últimos 25 anos.
Os escorpiões são animais vivíparos. O período de gestação é variado mas, em geral, dura três meses para o gênero Tityus. Durante o parto, a fêmea eleva o corpo e faz um “cesto” com as pernas dianteiras, apoiando-se nas posteriores. Os filhotes recém-nascidos sobem no dorso da mãe através do “cesto” e ali permanecem por alguns dias quando, então, realizam a primeira troca de pele. Passados mais alguns dias, abandonam o dorso da mãe e passam a ter vida independente. O período entre o nascimento e a dispersão dos filhotes varia bastante. Para Tityus serrulatus é de aproximadamente 14 dias. Os escorpiões trocam de pele periodicamente, em um processo denominado ecdise; a pele antiga é a exúvia. Passam por um número limitado de mudas até a maturidade sexual, quando então param de crescer.
A espécie T. serrulatus (escorpião amarelo) reproduz-se por partenogênese. Assim, só existem fêmeas e todo indivíduo adulto pode parir sem a necessidade de acasalamento. Este fenômeno facilita sua dispersão; por causa da adaptação a qualquer ambiente, uma vez transportado de um local a outro (introdução passiva), instala-se e prolifera com muita rapidez.
Além disso, a introdução de T. serrulatus em um ambiente pode levar ao desaparecimento de outras espécies de escorpiões devido à competição.
A espécie possui uma característica rara entre os escorpiões, que é a partenogênese, ou seja, a capacidade de se reproduzir sem que haja fecundação, não havendo necessidade de um casal.Tal fato possibilita que um único espécime transportado para um novo local possa se reproduzir e desenvolver uma colônia. Por muito tempo julgou-se que a espécie era exclusivamente partenogênica, recentemente foi descoberta uma população com a divisão de gêneros e reprodução sexuada, no norte do estado de Minas Gerais e na Bahia.
Distribuição geográfica: antes restrita a Minas Gerais, devido à sua boa adaptação a ambientes urbanos e sua rápida e grande proliferação, hoje tem sua distribuição ampliada para BahiaCearáMato Grosso do SulMinas GeraisEspírito SantoRio de JaneiroSão PauloParaná, Paraíba, PernambucoSergipePiauíRio Grande do NorteGoiásDistrito Federal e, mais recentemente, alguns registros foram relatados para Santa Catarina.
veneno de todos os escorpiões tem efeito neurotóxico, ou seja, age no sistema nervoso. A picada é extremamente dolorosa, provoca dor intensa no local afetado e se dispersa por todo o corpo, levando a vítima a um estado de hiperestesia, fazendo com que o doente fique extremamente sensível ao menor toque em todo o corpo. A ação neurotrópica da peçonha age sobre o bulbo (medula oblonga) região importantíssima do encéfalo que controla os movimentos respiratórios e cardíacos, além dos movimentos peristálticos, mas sua ação é específica sobre a região do bulbo controladora da respiração, o que faz com que a vítima morra por parada respiratória.
Os contatos entre seres humanos e o Tityus serrulatus são muito frequentes, o detalhe é que esse escorpião por natureza ataca ao homem ao se sentir ameaçado. Em casos de acidente recomenda-se não "sugar" o veneno do local acidentado, não fazer torniquete, incisões ou cutucar o local, para não agravar a situação.
Deve-se procurar um médico, e sempre que possível levar o escorpião junto. Recomenda-se também que ao encontrar o escorpião não se tente pegar com a mão, pois ele pode picar você, chame um técnico do Centro de Controle de Zoonosese só em ultimo caso capture-o você mesmo, usando luvas de couro, calçados grossos e fechados, calça e camisa de manga comprida, onde é bom usar algum objeto como uma pá de recolher lixo, e uma vassoura.
Tityus serrulatus
 Fonte: https://pt.wikipedia.org


domingo, 13 de março de 2016

ANIMAIS PEÇONHENTOS

São chamados de peçonhentos os animais que para caçarem ou se defenderem têm a capacidade de inocular substâncias tóxicas produzidas em glândulas especializadas de seu corpo. O meio utilizado para a inoculação dependerá da espécie do animal, que no caso das serpentes ocorrerá através dos dentes inoculadores de veneno, e nos escorpiões, através do aguilhão localizado na ponta de sua cauda. É importante salientar que os animais peçonhentos agem quando se sentem ameaçados.
Existem animais que são venenosos, mas não são peçonhentos. Esses animais venenosos não possuem nenhum órgão capaz de inocular o veneno, e essa é a principal diferença entre os animais venenosos e peçonhentos.
Cobras, aranhas, escorpiões, lacraias, taturanas, vespas, formigas, abelhas e marimbondos são exemplos de animais peçonhentos, que são responsáveis por causar inúmeros acidentes, tanto nas cidades quanto nas áreas rurais. Qual a diferença entre animais peçonhentos e animais venenosos?               
Animais Peçonhentos:  são aqueles que possuem glândulas de veneno que se comunicam com dentes, ou ferrões, ou aguilhões, por onde o veneno passa ativamente, ou seja, possuem um mecanismo qualquer que os permite injetar seu veneno no organismo de outro  animal. Bons exemplos são: algumas serpentes que possuem os dentes ocos ligados a glândulas de veneno e estes são usados para inocular veneno (ou peçonha) que algumas vezes podem até matar; escorpiões que injetam o veneno produzido na glândula de do aguilhão; as abelhas que usam o ferrão para picar e injetar o veneno no “inimigo” e por aí vão mais exemplos como aranhas, arraias, etc.
Animais Venenosos:  são aqueles que produzem as substâncias tóxicas (veneno), mas não possuem um aparelho inoculador (dentes, ferrões, aguilhões, esporões), e por isso, dependem da situação para usá-las. O envenenamento pode ser passivo por contato como a lagarta taturana que possui pêlos por onde secretam veneno com um simples contato; pode ser também por compressão, como o sapo que necessita de apertar as glândulas localizadas no dorso perto da cabeça ou por ingestão como o peixe baiacu que possui toxinas em vários tecidos do corpo como fígado, brânquias, intestinos e podem causar envenenamento caso seja ingerido.
Sintomas provocados pela picada de animais peçonhentos:
Os sintomas provocados pela picada de animais peçonhentos irão depender da espécie do animal, quantidade de veneno injetado, condições de nutrição, peso e altura da pessoa.
Quando uma pessoa é picada por algum animal peçonhento, é importante que seja levada para um hospital imediatamente, mas podemos tomar algumas medidas até que a vítima seja atendida por uma pessoa especializada.
Dicas:
Ao sofrer picada de animais peçonhentos é importante que o acidentado seja levado o quanto antes para um hospital, pois a vida dele dependerá da rapidez com que o tratamento com o soro for feito. É importante que se identifique qual o animal causador do acidente; além de não fazer torniquete; não aplicar nenhum tipo de medicamento, como borra de café, folhas no local da picada; manter o órgão afetado erguido; não fazer sucção do veneno e não espremer o local da picada. Em casos de picadas de escorpiões e aranhas, pode-se fazer compressas no local para aliviar a dor.
Tratamento:
A melhor forma de se tratar vítimas de animais peçonhentos é através da soroterapia. Esse tratamento consiste na aplicação de um concentrado de anticorpos que irá combater o veneno do animal.
Medidas preventivas:
Para manter esses animais longe de nossas casas é preciso que tomemos algumas medidas preventivas, como:
Manter os quintais limpos, sem acúmulo de entulhos e lixo;
Não colocar as mãos em frestas ou buracos no chão, cupinzeiros etc.;
Evitar andar descalço em jardins;
Preservar os predadores naturais dos escorpiões: corujas, macacos, sapos, galinhas e gansos;
Combater a infestação de baratas e roedores, pois atraem animais peçonhentos;
Manter a casa sempre limpa, principalmente atrás de móveis, cortinas e quadros; examinar calçados e roupas antes de vesti-las.

O que fazer ao encontrar animais peçonhentos dentro de casa:

Encontrar animais indesejados nas residências é comum, principalmente em locais próximos a matas e terrenos abandonados. O problema é que alguns são venenosos e oferecem riscos a saúde. Ao se sentirem ameaçados, se defendem injetando uma substancia tóxica na vítima.

Um levantamento realizado por pesquisadores do Laboratório de Artrópodes do Instituto Butantan, órgão da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, revelou que 75% dos acidentes com escorpiões ocorrem em áreas urbanas. Entre os anos de 2010 e 2011, dos 13 mil acidentes notificados em São Paulo, 10 mil ocorreram na própria cidade. 

Na região de Sorocaba (SP) os animais mais comuns de serem encontrados em áreas urbanas são aranha marrom e arrumadeira, lacraia, escorpiões de qualquer espécie e as cobras cascavel e jararaca.

Caso animais como esses apareçam em casa, a orientação é evitar colocar as mãos neles e só se aproximar para espantá-los, sem machucar.

No caso de Escorpiões siga algumas dicas:

Os escorpiões procuram alimento durante a noite e freqüentemente penetram nas residências humanas, onde se instalam sem serem notados, pois durante o dia “desaparecem” em esconderijos escuros e úmidos.
Para capturar alimento e para defesa utilizam-se do ferrão venenoso.
Os escorpiões proliferam sob pedras, frestas de pedras e barrancos, debaixo de cascas de árvores, em paredes e muros mal rebocados, madeira empilhada, entulhos, caixas de gordura, ralos, forros, etc. Gostam muito de umidade, pouca luz e insetos em abundância (principalmente baratas).


No Brasil entre varias espécies encontramos com muita freqüência o “escorpião-amarelo” (Tityus serrulatus), que é considerado o escorpião mais perigoso da América do Sul.
É muito importante comunicar o Centro de Municipal de Controle de Zoonoses – órgão responsável pela prevenção de acidentes, inspeção e capturas de insetos – assim que a presença de escorpiões for notada.
Como prevenir acidentes com escorpiões
Locais com acúmulo de entulho e lixo são, geralmente, relacionados à presença de insetos e pragas dos mais diversos tipos. Além de vetores de doenças, como as baratas, existem insetos que causam problemas imediatos, podendo levar a pessoa à morte. É o caso dos escorpiões.
De acordo com informações da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz/RJ), nas cidades, os escorpiões surgem em edifícios comerciais e residenciais, armazéns, lojas, madeireiras, depósitos e outros, por meio, principalmente, de instalações elétricas e esgotos.
Segundo a Fiocruz, apesar de sensíveis aos inseticidas aplicados diretamente sobre eles, os escorpiões não são facilmente eliminados por meio das desinsetizações habituais, por conta de algumas características de seu comportamento.
Com a capacidade de permanecer longos períodos sem se alimentar, podem ficar escondidos de dois a três meses sem se movimentar, o que dificulta sua exposição aos locais onde as aplicações são, geralmente, realizadas.
– Manter jardins e quintais limpos. Evitar o acúmulo de entulhos, folhas secas, lixo doméstico, material de construção nas proximidades;
– Evitar folhagens densas (plantas ornamentais, trepadeiras, arbusto, bananeiras e as) junto a paredes e muros das construções. Manter a grama aparada;
– Limpar periodicamente os terrenos baldios vizinhos, numa faixa mínima de um a dois metros das casas;
– Sacudir roupas e sapatos antes de usá-los, pois escorpiões podem se esconder neles e picam ao serem comprimidos contra o corpo;
– Não por as mãos em buracos sob pedras e em troncos podres. É comum a presença de escorpiões sob dormentes da linha férrea;
– Usar calçados e luvas de raspas de couro;
– Vedar soleiras das portas e janelas ao escurecer, pois muitos destes animais apresentam hábitos noturnos;
– Usar telas em ralos de chão, pias e tanques;
– Combater a proliferação de insetos, alimento principal dos escorpiões;
– Vedar frestas e buracos em paredes, assoalhos e vão entre o forro e paredes, consertar rodapés despregados, colocar saquinhos de areia nas portas e telas nas janelas;
– Afastar as camas e berços das paredes, evitar que roupas de cama e mosquiteiros encostem-se ao chão. Não pendurar roupas nas paredes;
– Examinar camisas, blusas e calças antes de vestir. Inspecionar sapatos e tênis antes de usá-los;
– Acondicionar lixo domiciliar em recipientes que possam ser mantidos fechados para evitar baratas, moscas ou outros insetos de que se alimentam os escorpiões;
– Preservar os inimigos naturais: aves de hábitos noturnos – coruja, joão-bobo, lagartos, sapos, galinhas, gansos, macacos, quatis, etc. (na zona rural).
Como capturar escorpiões?
Além de medidas como a redução das vias de acesso e da oferta de alimentos, ao primeiro sinal da presença de escorpiões os Centros Municipais de Controle de Zoonoze devem ser contatados.
Estes centros dão orientações seguras e fazem a inspeção, limpeza e captura de escorpiões no local.
Captura
Os escorpiões devem ser capturados invertendo-se um recipiente (como no caso das aranhas), podendo utilizar um graveto para auxiliar o procedimento, pois eles não saltam.



Pode-se também improvisar uma pinça com taquara ou bambu (pinça de Bücherl):
Corte um gomo de bambu e abra uma fenda até o nó, introduzindo em seguida uma rolha de cortiça que irá manter as hastes afastadas.








Capture-o segurando-o pela cauda com o auxílio da pinça.
Assim evitará possíveis picadas, pois os escorpiões não lançam veneno a distância.

Observações:
Nunca utilize sacos pláticos para aprisionar os animais.
Nestes casos, as fugas e acidentes são inevitáveis.
Procure também a Unidade Básica de Saúde (posto de saúde) mais próximo para a entrega de escorpiões, pois este fará a notificação e enviará ao Instituto Butantan de São Paulo, dentro do plano de controle de escorpiões.
O Instituto Butantan também fornece caixas para o transporte de escorpiões, que são usadas para grandes quantidades de animais e não têm divisões, pois eles podem ficar todos juntos.
Convém colocar bagaço de cana úmido ou cascas de árvores presos às paredes internas das caixas. Nestas condições, os escorpiões podem permanecer até oito dias.
Acidentes
São classificados conforme a gravidade:
 – Leves:
dor e parestesias locais, com tratamento sintomático e anestésico local;
– Moderados:
dor local intensa associada a um ou mais sintomas como náuseas, vômitos, sudorese, sialorréia discreta, agitação, taquipnéia e taquicardia, com indicação de tratamento soroterápico anti-escorpiônico via intravenosa e manutenção das funções vitais.
– Graves:
além dos sintomas citados na forma moderada, podem ocorrer vômitos profusos e incoercíveis, sudorese profusa, sialorréia intensa, prostração, convulsão, coma, bradicardia, insuficiência cardíaca, edema pulmonar agudo e choque, podendo levar à morte.
O tratamento é similar ao anterior, porém deve-se administrar maiores doses de soro.
No Brasil, a espécie Tityus Serrulatus – popularmente chamada de escorpião amarelo – tem causado acidentes de maior gravidade em relação a outras espécies, notadamente em crianças.
A gravidade varia em função do tamanho do escorpião, da quantidade de veneno inoculada, da massa corpórea da vítima e de sua sensibilidade ao veneno.
PRIMEIROS SOCORROS
As picadas da maioria dos escorpiões não necessitam de nenhum tratamento especial.
Colocar gelo sobre a ferida reduz a dor, da mesma forma que um unguento que contenha uma combinação de um anti-histamínico, um analgésico e um corticosteróide.
Os espasmos musculares, bem como a tensão alta, provocados pela picada podem precisar de medicação.
É importante que a pessoa picada repouse em absoluto na cama. Não deverão ser ingeridos alimentos nas primeiras 8 ou 12 horas.
Deverá ser aplicado um antídoto (antiveneno) a todas as pessoas que não respondam ao tratamento anterior ou que desenvolvam uma reação grave, sobretudo as crianças.
– Lavar o local da picada;
– Usar compressas mornas para alívio da dor;
– Se possível, levar o animal para identificação;
– Embora a maioria dos acidentes ocorridos no Brasil por escorpiões manifesta-se nas formas leves e moderadas, em casos graves, buscar sempre auxílio médico de imediato, pois o diagnóstico precoce e o tempo decorrido entre a picada e a administração do soro influem na evolução e a manutenção das funções vitais.
SORO ANTIESCORPIÔNICO – contra o veneno do escorpião amarelo.
Medidas a serem tomadas em caso de acidentes
Muitos procedimentos, embora não recomendados, são ainda amplamente empregados como medidas visando retardar a absorção no veneno.
Boa parte deles pode, na verdade, contribuir para a ocorrência de complicações no local da picada.
Obs: Em caso de acidente com escorpião, procure imediatamente um médico ou serviço de saude da sua região.
Matá-los é proibido pelo Ibama. No zoológico de Sorocaba é possível encontrar alguns animais que foram capturados por moradores da região.   
A recomendação da prefeitura de Sorocaba é que, ao encontrar animais peçonhentos, o morador entre em contato com a Seção de Controle de Zoonoses, para que seja providenciada uma visita e avaliação dos técnicos. Na visita, os técnicos orientam os moradores da residência a adotarem medidas de prevenção como afastar camas e berços da parede, olhar os calçados antes de vesti-los, vedar frestas de muros, paredes. 
A Zoonoses não faz captura de cobra por ser um animal silvestre. Neste caso, a orientação é ligar para o Corpo de Bombeiros (193).
Fonte:www.wikipedia.org/ e br.blastingnews.com

sexta-feira, 11 de março de 2016

CIPA

A CIPA (COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES) tem por finalidade a prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho, tornando permanentemente o trabalho com a preservação da vida e promovendo a saúde do trabalhador, sendo  obrigatória em todas as empresas com mais de 50 funcionários, onde compete ao empregador a convocação de novas eleições para a CIPA.
Tendo sua origem no Decreto – Lei 7.036 de 10/11/1944 no Brasil, mas em 1921 a OIT(ORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL DO TRABALHO) recomendou que empresas acima de 100 empregados providenciassem a organização da CIPA com finalidade de realizar algumas ações de Segurança e Saúde do Trabalho (SST), hoje a maioria dos Países filiados à OIT possui algum tipo de comissão com essa finalidade.
Devem constituir CIPA, por estabelecimento, e mantê-la em regular funcionamento as empresas privadas, públicas, sociedades de economia mista, órgãos da administração direta e indireta, instituições beneficentes, associações recreativas, cooperativas, bem como outras instituições que admitam trabalhadores como empregados.
 As disposições contidas nesta NR aplicam-se, no que couber, aos trabalhadores avulsos e às entidades que lhes tomem serviços, observadas as disposições estabelecidas em Normas Regulamentadoras de setores econômicos específicos.
A empresa que possuir em um mesmo município dois ou mais estabelecimentos, deverá garantir a integração das CIPA e dos designados, conforme o caso, com o objetivo de harmonizar as políticas de segurança e saúde no trabalho.
As empresas instaladas em centro comercial ou industrial estabelecerão, através de membros de CIPA ou designados, mecanismos de integração com objetivo de promover o desenvolvimento de ações de prevenção de acidentes e doenças decorrentes do ambiente e instalações de uso coletivo, podendo contar com a participação da administração do mesmo.
A Comissão Interna de Prevenção de Acidentes - CIPA - tem como objetivo a prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho, de modo a tornar compatível permanentemente o trabalho com a preservação da vida e a promoção da saúde do trabalhador.
A CIPA será composta de representantes do empregador e dos empregados, de acordo com o dimensionamento previsto no Quadro I da NR 5, ressalvadas as alterações disciplinadas em atos normativos para setores econômicos específicos.
Os representantes dos empregadores, titulares e suplentes serão por eles designados.
Os representantes dos empregados, titulares e suplentes, serão eleitos em escrutínio secreto, do qual participem, independentemente de filiação sindical, exclusivamente os empregados interessados.
O mandato dos membros eleitos da CIPA terá a duração de um ano, permitida uma reeleição.
O empregador designará entre seus representantes o Presidente da CIPA, e os representantes dos empregados escolherão entre os titulares o vice-presidente.
Onde é vedada a dispensa arbitrária ou sem justa causa do empregado eleito para cargo de direção de Comissões Internas de Prevenção de Acidentes desde o registro de sua candidatura até um ano após o final de seu mandato.
Na Inglaterra, empresas com cinco funcionários já devem ter programas internos de saúde e segurança, apresentando um dos menores índices de acidentes de trabalho do mundo.
Nos Estados Unidos, a existência de uma comissão interna de segurança é obrigatória, essa comissão tem representação paritária entre empregados e empregadores.
Na Itália, existem dois grupos de comissões nas empresas: a Comissão Interna de Segurança, que está ligada aos problemas diários de segurança e prevenção de acidentes, e outra comissão que tem o direito de estar presente nas fiscalizações das condições de trabalho nas empresas.
No Japão, existem três tipos de comitês de segurança: um chamado de Comitê de Segurança do Trabalho, outro de Comitê de Higiene do Trabalho e um terceiro chamado de Comitê de Segurança para Contratadas (ligado aos setores de construção civil e naval).
Na França, a prevenção de acidentes do trabalho e das doenças profissionais é feita através do Institut National de Recherche et de Sécurité - INRS que está ligado diretamente com os ministérios do trabalho e necessidades sociais e da solidariedade.
Fonte:http://www2.maringa.pr.gov.br/